5 sistemas de estudo da Fisiologia Animal




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A Fisiologia Anima
l é uma área importante para estudo da saúde. Através dela é possível compreender como o corpo dos animais funciona, bem como cada uma de suas partes.

A anatomia e a fisiologia são áreas que andam juntas e possuem uma íntima relação, pois conhecer as partes do corpo é fundamental para compreender o seu funcionamento. É impossível, por exemplo, entender o mecanismo de digestão sem conhecer os órgãos que compõem o sistema digestório. E o conhecimento exclusivo do nome dos órgãos sem a compreensão de seu funcionamento e função apresenta pouca relevância.

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Veja 5 áreas para estudo na Fisiologia Animal


a) Sistema circulatório

O sistema circulatório humano é do tipo fechado, ou seja, o sangue circula exclusivamente no interior de vasos e não há mistura entre o sangue venoso (rico em CO2) e arterial (rico em O2).

O coração possui quatro cavidades, dois ventrículos e duas aurículas. O sangue venoso chega à aurícula direita através da veia cava, passando pela válvula tricúspide e então para o ventrículo direito. Do ventrículo direito, o sangue é enviado aos pulmões através das artérias pulmonares. Do pulmão o sangue arterial retorna ao coração, chegando à aurícula esquerda através das veias pulmonares. Da aurícula esquerda, o sangue passa para o ventrículo esquerdo, de onde é impulsionado para o restante do corpo através da artéria aorta.

Os movimentos do coração impulsionam o sangue através do órgão e de todo o corpo. O movimento de contração é chamado de sístole e o relaxamento diástole. Existem três tipos principais de vasos sanguíneos: os capilares, as veias e as artérias. Os capilares são os vasos mais finos, formados apenas por uma camada de células endoteliais. As veias e as artérias apresentam, além do endotélio, uma camada muscular. A camada muscular das artérias é bem desenvolvida, o que permite que esses vasos suportem altas pressões sanguíneas. As veias possuem válvulas que impedem o refluxo do sangue.

b) Sistema respiratório

A respiração humana é pulmonar. O processo tem início na inalação do ar atmosférico, que, através das narinas, penetra nas fossas nasais, onde é filtrado e aquecido. Em seguida, o ar segue pela faringe, laringe e traqueia, chegando aos pulmões. No interior dos pulmões segue pelos brônquios até os bronquíolos. Os bronquíolos são ramificações dos brônquios que desembocam nos alvéolos. Os alvéolos possuem uma parede muito fina, revestida por capilares, através dos quais ocorrem as trocas gasosas entre o ar e o sangue circulante.

Os movimentos respiratórios são controlados pelo sistema nervoso central, mais especificamente pelo bulbo. O acúmulo de CO2 no sangue, juntamente com a água, origina o ácido carbônico. A ionização deste ácido, acidifica o sangue, fator que estimula o bulbo, que, em resposta, aumenta a frequência dos movimentos respiratórios. Com a retirada do CO2 circulante através da respiração, o pH do sangue volta ao normal, assim como a frequência respiratória.

c) Sistema digestório

O sistema digestório humano é do tipo completo, ou seja, existe boca e ânus. O processo de digestão tem início na boca, onde o alimento é triturado pelos dentes, umidificado pela saliva e atacado pela ptialina (ou amilase salivar), que inicia a quebra de moléculas de amido. Essa mistura de alimento triturado e saliva forma o bolo alimentar.

O bolo alimentar segue através da faringe e do esôfago e chega ao estômago. No interior do estômago o bolo alimentar é atacado pelo suco gástrico. O suco gástrico contém uma enzima denominada pepsina, que realiza a quebra das proteínas. O bolo alimentar parcialmente digerido pelo suco gástrico forma uma mistura chamada de quimo, que segue para o intestino delgado.

No intestino delgado o quimo sofre a ação de enzimas provenientes da própria parede do órgão (suco entérico), do fígado (bile) e do pâncreas (suco pancreático).

O suco entérico possui carboidrases, enzimas que realizam a quebra de carboidratos; peptidases, que quebram os polipeptídios; e nucleotidases, que rompem os nucleotídeos.

A bile contém uma mistura de sais que emulsificam as moléculas de lipídios, facilitando sua digestão.

O suco pancreático possui uma série de enzimas, entre elas: tripsina (realiza a quebra de proteínas), lípase (realiza a quebra de lipídios), amilase (hidrolisa moléculas de amido) e nucleases (atacam os ácidos nucleicos).

No intestino delgado também ocorre a absorção de nutrientes, que são transportados pela corrente sanguínea.

O material não aproveitado segue para o intestino grosso e é eliminado na forma de fezes através do ânus.

d) Sistema excretor

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O sistema excretor é responsável pela remoção dos resíduos provenientes do metabolismo celular, ou seja, das substâncias que não foram aproveitadas ou daquelas que são tóxicas aos organismos.

A excreção humana é realizada pelos rins. Cada rim contém milhares de pequenas unidades funcionais chamadas néfrons. Cada néfron possui uma estrutura chamada cápsula de Bowman. Internamente à cápsula de Bowman existe uma rede de pequenos capilares, na forma de um novelo, chamada de glomérulo de Malpighi. Os capilares desembocam em um duto coletor que conduz as excretas ao ureter.

O sangue a ser filtrado chega aos rins através das artérias renais e segue para o glomérulo de Malpighi, onde há uma forte pressão. A pressão força as pequenas partículas dissolvidas no plasma sanguíneo para o interior da cápsula de Bowman, filtrando o sangue. No interior dos néfrons ocorre também a reabsorção de moléculas e substâncias úteis, como água e glicose.

O sangue filtrado deixa os rins através da veia renal. O produto resultante após a filtração e reabsorção é chamado de urina. A urina segue pelos ureteres até a bexiga, onde é armazenada. A urina é transportada da bexiga para o meio externo através da uretra.

e) Sistema reprodutor

A fecundação humana é interna e o desenvolvimento é direto. E existem órgãos sexuais específicos para a fecundação.

Os órgãos masculinos externos são o pênis e os testículos. Os gametas masculinos, os espermatozoides, são formados dentro de túbulos seminíferos, localizados no interior dos testículos. Os testículos também são responsáveis pela produção da testosterona, hormônio sexual masculino. Dos túbulos seminíferos, os espermatozoides migram para uma região chamada de epidímio, onde ficam armazenados até o momento da ejaculação. Do epidímio parte o canal deferente, no interior do qual os espermatozoides misturam-se à secreções produzidas pela próstata e pelas vesículas seminais. Essa mistura de secreções e espermatozoides é chamada de esperma ou sêmen. O sêmen segue pela uretra através do pênis até o meio externo.

Os órgãos sexuais femininos, com exceção da vulva, são internos. Os gametas femininos, os óvulos, são formados no interior dos ovários, dentro de estruturas chamadas de folículos de Graaf. Os ovários também são responsáveis pela produção do estrógeno, hormônio sexual feminino. Quando o óvulo está maduro, o folículo se rompe, liberando-o, num processo chamado de ovulação. Os óvulos são liberados no interior das Tubas Uterinas. É nelas que, na presença de espermatozoides, ocorre a fecundação. O óvulo fecundado, ou zigoto, segue para o útero, onde se fixa à parede do órgão (endométrio), que se encontra preparada para receber o embrião. Na ausência de fecundação, o óvulo não fecundado, ou ovócito, é eliminado.



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