6 dicas para ficar mais esperto




A mente funciona como um músculo: não pode parar de se exercitar e precisa ser desafiada sempre. Veja essas 6 dicas para ficar mais esperto

1) Faça coisas diferentes

(Liderina/iStock)
Já experimentou escovar os dentes com a outra mão? Ou abandonar o GPS e pegar um caminho diferente para o trabalho? Segundo um estudo de 2010 da Universidade do Colorado, ser curioso e estar disposto a tomar atitudes diferentes têm um papel importante na formação de memórias.
Isso porque, quando expostas a novidades consideradas interessantes, as pessoas liberam dopamina no cérebro, o que aumenta a atenção dada às informações, além de estimular os neurônios.
Por isso, na próxima vez que sentar na frente do computador, experimente usar o mouse com a mão contrária à de costume. Ou leia um parágrafo de trás para frente e, ao final, diga qual era a ideia principal.
2) Exercite a imaginação
Selecione um objeto qualquer na sua mesa. Agora, pense em dez coisas diferentes que você pode fazer com ele. Pare e olhe para o lençol da sua cama. Escreva o maior número de usos para ele.
Faça isso com outros objetos à sua volta, de tijolos a canetas, de copos a facas. Solte a imaginação sempre que puder. Uma corrente de cientistas acredita que exercer a criatividade é fundamental para a inteligência. O psicólogo Robert Sternberg, de Yale, criou o Rainbow Project, programa que aplica métodos de ensino criativo nas escolas.
O estudo que avaliou o projeto de Sternberg acompanhou 1.015 alunos, sendo que metade recebeu tarefas que incluíam legendar caricaturas e criar histórias em 15 minutos.
A turma que fez as atividades diferentes tirou melhores notas e se saiu melhor em um teste cognitivo de múltipla escolha. Isso indica que eles não só tiveram melhor desempenho acadêmico, como conseguiram aplicar o ganho mental em uma situação completamente diferente.
3) Fortaleça a memória de trabalho
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A memória de trabalho é aquela que você usa para ler este texto e, ao final dele, extrair uma conclusão sobre qual é sua ideia geral. Em provas ou nos desafios do dia a dia, você precisa muito dela, o que a torna crucial para a inteligência. Se sua memória de trabalho é limitada, é possível que você tenha um desempenho pior.
Por isso, os esforços dos psicólogos têm sido criar – e testar – os melhores métodos para treiná-la. Uma forma de estimulá-la é fazer brincadeiras mentais: diga em voz alta os dias da semana e os meses do ano e repita depois de trás para frente.
Ou fale o alfabeto ao contrário. Assim, você turbina sua capacidade de conservar, em estado ativo, as informações relevantes no momento.
4) Crie associações
Pense em cinco pessoas diferentes e liste uma qualidade para cada uma delas. Depois, crie uma semelhança e uma diferença para pente e escova, copo e xícara, água e sal, faca e serrote etc.
Fazer associações entre informações e fatos é uma ótima forma de gravá-los na mente. Um dos exercícios mais famosos nos estudos de inteligência é o dual n-back, que testa a memória visual e auditiva e a associação entre elas. A tela mostra um quadrado dividido em nove pedaços, como o jogo da velha.
O objetivo é lembrar quando aparece uma letra ou um quadradinho repetidos ao mesmo tempo. Quando percebe, o participante deve clicar nos comandos na parte inferior do vídeo: um auditivo e um visual.
Um estudo de 2008 indica que jogá-lo diariamente por 25 minutos por duas semanas pode melhorar a capacidade de resolver problemas. Os sites brainscale.net e brainturk.com oferecem versões gratuitas em inglês.
Jogos que treinam a agilidade da memória podem melhorar a capacidade de resolver problemas. Já os exercícios aeróbicos oxigenam o cérebro e deixam os neurônios preparados para os desafios.
5) Pratique esportes
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Não é só de charadas mentais que o cérebro precisa. Segundo um estudo de 2009 do Instituto de Tecnologia da Georgia, nos EUA, exercícios aeróbicos como corrida, dança, natação e ciclismo também melhoram a cognição.
Uma das pesquisas avaliadas, feita por cientistas de Harvard e publicada em 2004, acompanhou, por dois anos, 16.466 enfermeiras acima dos 70 anos.
Os resultados mostraram uma correlação significativa entre energia gasta e os níveis de cognição. Em 2001, pesquisadores franceses já haviam encontrado achados parecidos em uma população de 32 idosos. A conclusão foi a de que a combinação de treinos físicos e mentais resultava em ganhos significativos para a mente, em especial a memória.
"Exercício regular oxigena o cérebro e permite que os neurônios funcionem melhor", explica Shelley Carson, professora da Universidade de Harvard. A recomendação é fazer de 30 a 60 minutos de exercícios aeróbicos, pelo menos duas vezes na semana.
6) Toque um instrumento musical
Tocar um instrumento turbina os neurônios e pode aumentar o QI em qualquer idade. Pelo menos dois estudos mostraram esses benefícios. No primeiro deles, divulgado em 2007, uma equipe de psicólogos americanos acompanhou idosos de 60 a 85 anos que aprenderam a tocar piano em  aulas de 30 minutos semanais durante seis meses.
Segundo a pesquisa, as pessoas que receberam as aulas melhoraram sua capacidade de planejamento, velocidade de processamento de informação e memória de curto prazo.
No segundo estudo, de 2011, pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, avaliaram os benefícios das aulas de música em crianças de 9 a 12 anos. Os adolescentes que haviam feito as classes musicais tiraram melhores resultados num teste de QI do que aqueles sem o treino de acordes.
*Este conteúdo foi publicado originalmente no site Superinteressante.


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