Educação Física Escolar e o Esporte





Professor de educação física é o transmissor determinante de uma nova teoria e prática do esporte para todos. O professor atua na escola frequentada por todas as crianças e jovens, além de trabalhar com frequência nos clubes e organizações que oferecem esporte. O educador é a figura-chave, mesmo porque, muitas vezes, integra também a administração nos vários níveis a quem cabe decidir.

Ao contrário do que muitos pensam a educação física escolar não deve ser totalmente dissociada do esporte, já que um de seus objetivos consiste em promover a socialização e interação entre seus alunos, o que há de se reconhecer que o esporte proporciona. O grande questionamento que se faz a respeito do esporte na escola é que ele muitas vezes transfere para o aluno uma carga de responsabilidade muito alta quanto à obtenção de resultados, o que afeta a criança psicologicamente de uma forma negativa.

A Educação Física deveria garantir aos alunos o direito de conhecer mais profundamente os esportes, as danças, as lutas, as ginásticas, enfim, as práticas pertencentes ao universo corporal presentes em seu cotidiano. Garantir o direito a esses aprendizados é um dever do professor e da escola, respeitar esses conhecimentos também.

Mas como funciona isso na prática?  Como exemplo, cito a tematização de um esporte como o vôlei. A partir dos conhecimentos dos alunos a respeito desta manifestação podemos propor algumas atividades onde os alunos experimentem jogar de varias maneiras, adaptando os movimentos, o espaço, os materiais, incluindo as pessoas com deficiência. Outra ação didática seria mediar algumas atividades onde os alunos descubram  como o esporte surgiu, quem são os atletas, onde e por quem  é praticado, enfim, a criança deve entender que essas manifestações são culturalmente construídas e constantemente modificadas de acordo com alguns interesses.

Conheça o CD de Educação Física Escolar, com artigos e matérias sobre o assunto.

Se dissemos que a Educação Física é parte da escola e reconhecemos que existe uma cultura escolar de movimento, como uma das "entidades culturais" que a compõe, também é verdade que sua presença no mundo da escola legitima-se pela pedagogização de práticas corporais assumidas como manifestações do movimento humano, construídas a partir das inter-relações estabelecidas em diferentes momentos e contextos sócio-históricos.

A partir dessa perspectiva de educação, saem de cena as aulas "treinamento", que exclui os não habilidosos, a descoberta de novos atletas, excluem os deficientes e outros que não se encaixam nessa pratica e entram em cena todos aqueles alunos que tem o direito de a vivenciar essas manifestações.



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