5 características para o enfermeiro intensivista na UTI







Nós brincamos às vezes que o enfermeiro intensivista é quase que um ninja. Digo isso porque a Terapia Intensiva é uma capacitação diferenciada, que lida com pacientes críticos, muita complexidade, inovações tecnológicas e peculiaridades no atendimento. O profissional precisa ter um perfil bastante proativo, ficando atento e conectado a tudo o que está acontecendo.


Além disso, deve estudar muito e estar sempre atualizado, inclusive com conhecimento de informática. Mas o melhor de tudo é que cada dia de trabalho é único e cheio de novos aprendizados.

Confira algumas características dessa profissão:

1- Importância do enfermeiro intensivista

O enfermeiro intensivista tem uma importância vital na Terapia Intensiva porque ele está à beira leito e tem responsabilidade técnica por todos os seus colaboradores. Juntamente com eles, administra banho, curativos e medicações, fazendo a monitorização hemodinâmica do paciente. É ele que está sempre ao lado do paciente e sua família, é o mediador de tudo, braço direito do médico plantonista, fisioterapeuta e de todos os outros que trabalham na UTI. O objetivo de seu trabalho é promover a higienização e conforto do paciente, melhor qualidade de vida, minimização da dor, monitorização hemodinâmica e todas as outras intervenções que a Terapia Intensiva requer.

2- Atuação multidisciplinar

O enfermeiro intensivista atua em várias áreas e vemos ele assumindo muito o cargo de gestão. Isso acontece porque ele lida com recursos humanos, materiais, inovações tecnológicas, cuidados críticos e diversos momentos graves em que a vida do paciente está por um triz e é necessário tomar algumas atitudes que precisam ser assertivas.

Também é muito comum a sua presença na Urgência e Emergência, nas salas vermelhas das UPAs, nos Pronto Atendimentos e até no serviço pré-hospitalar. Lógico que algumas delas requerem uma capacitação especial, mas vemos muitas vezes ele se destacando por conta dessa "expertise" que adquiriu.

Há aproximadamente três anos fizemos um levantamento e só aqui em Juiz de Fora a grande maioria dos gestores de enfermagem eram provenientes da Terapia Intensiva, com especialização em UTI. Mais uma prova de que essa vivência acaba resultando em uma visão ampliada do profissional.

Para os interessados em atuar na gestão, o ideal é direcionar posteriormente o currículo para um MBA de Gestão em Saúde. Digo que isso deve ser feito "posteriormente", pois recomendo que o aluno tenha primeiro um contato com a equipe, o paciente e a situação grave, enfim, com tudo o que acontece nesse espaço. É importante para entender todo o contexto de atendimento, inclusive para adquirir conhecimento sobre o material e os recursos humanos.

3- Conhecimento para a docência

O enfermeiro intensivista normalmente está muito ligado à educação em saúde. Pela experiência de atuação ele acaba sendo muito convocado pelos hospitais ou por faculdades. Essas instituições estão sempre "de olho" e querendo recrutar esses profissionais que são destaque na atuação para que venham contribuir na Academia (em cursos técnicos, de imersão, extensão ou pós-graduação). Além da atuação como professor, a experiência acadêmica inclui a participação em congressos e demais eventos da área e também a realização de pesquisas importantes para a otimização do sistema de saúde.

4- Remuneração diferenciada

O enfermeiro intensivista geralmente tem uma remuneração diferenciada. Além das possibilidades que eu citei, no próprio hospital ele recebe mais (geralmente tem adicional por trabalhar em um "setor fechado"). Existem instituições que pagam 10%, 15% e até 20% mais do que os outros colegas.

5- UTI = Vida

Uma característica fascinante da profissão de enfermeiro intensivista é o local em que atuamos: a UTI. Mas quando falamos nessa área, muitos pensam que só vão atender pacientes terminais. E Terapia Intensiva não é isso. Muito pelo contrário: é quando queremos implementar o Suporte Avançado de Vida e todos os investimentos e tecnologias para o paciente que tem chances de sobreviver e que, muitas vezes, está só acometido por um quadro agudo ou por uma fase de sua doença crônica. Então temos que quebrar essa cultura da UTI como sinônimo de terminalidade e morte. Se você pretende atuar na área, saiba que terá sim que lidar com a morte, mas que, sem dúvida, a palavra que melhor define esse espaço é a "vida"!


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